quarta-feira, 11 de abril de 2012

Salão do Livro receberá o múltiplo escritor Pedro Bandeira


O contador de mil e umas histórias Pedro Bandeira é o convidado mais ilustre do 1º Salão do Livro de Tangará da Serra. O autor de “O Fantástico Mistério de Feiurinha” é o principal escritor da literatura infanto-juvenil brasileira na atualidade. Suas histórias inventadas já lhe renderam vários prêmios e é parte integrante de todas as bibliotecas públicas e particulares do país.

O homem sempre sorridente e de bigode volumoso é considerado um mestre da mentira, pois todas as suas histórias são inventadas. Ao todo, Bandeira já lançou 80 títulos, entre narrativas longas e curtas, poesia, contos, peças para teatro, tradução e adaptação. Em um país onde o hábito da leitura ainda é um desafio, ele vendeu mais de vinte e dois milhões de livros.

Em meio a tecnologia e o acesso fácil das crianças e jovens a informação via internet está Pedro Bandeira competindo com jogos e vídeos engraçados e gratuitos. Como explicar esse enorme sucesso? Qual a receita desse fascínio que o criador dos Karas, de Telmah, da Ritinha, da Feiurinha e das bruxas Ruim, Malvada e Piorainda, entre tantas outras personagens, desperta em seus leitores? Talvez seja a sua multiplicidade.

A agilidade da linguagem narrativa, a inventividade com que produz suspense, a admirável capacidade de despertar sensações e sentimentos, responsáveis pela sincera identificação com seus leitores, talvez sejam alguns ingredientes. Também, já se passaram quase 40 anos desde que ele resolveu se aventurar no mundo da ficção.

Os críticos veem em Bandeira um escritor completo. Para a teórica de literatura da Unicamp, Marisa Lajolo, ele possui uma das obras mais ricas da literatura infantil brasileira contemporânea.

E é justamente esta completude que o autor trará para Tangará da Serra. Ele estará no 1º Salão do Livro no dia 03 de maio, onde será possível conhecer a sua versatilidade e inventividade. Pedro Bandeira irá ministrar a palestra “Como conquistar o aluno que não gosta de ler”, às 9 e as 19h, no teatro do Centro Cultural. Além disso, terá bate-papo com o autor as 16h30, além de sessão de fotos e autógrafos.

FEIURINHA

“O Fantástico Mistério de Feiurinha” é a obra mais conhecida de Pedro Bandeira. Na década de 1990 o Governo Federal adquiriu mais de 11 milhões de cópias do livro e distribuiu nas escolas públicas de todo o país. A obra, uma peça teatral, já foi montada por grupos de teatro da região, como o Teatro Ogan, de Campo Novo do Parecis, que está com o espetáculo em cartaz desde 2004. Também o Grutta, de Tangará, montou a peça para teatro de rua. O ápice do livro foi a sua adaptação para o cinema com Xuxa Meneghel.

No livro, Bandeira conta que uma das princesas dos contos de fadas some e todas as outras se sentem ameaçadas a terem seus “viveram felizes para sempre” arruinados. Eles descobrem que a princesa Feiurinha desapareceu porque sua história não era escrita nem passada de geração a geração verbalmente.

Elas saem a procura da história de Feiurinha com ajuda de um escritor, mas ninguém conhece a história. Até que eles descobrem a pessoa que conhece a história da Feiurinha (não vou contar quem!) e o escritor pode reescrever a história para que ela seja lembrada e volte a aparecer.

NO PANTANAL

No livro “Pântano de Sangue”, Pedro Bandeira desembarca no pantanal mato-grossense e faz uma leve crítica a degradação do ecossistema pantaneiro.

De maneira educativa e sucinta, ele conta a história da turma secreta dos Karas que luta contra o crime organizado que está agindo no Pantanal de Mato Grosso sob liderança do implacável Ente.

Em um enredo fascinante, repleto de suspense do começo ao fim, os Karas envolvem-se na trama criminosa que leva à dramática destruição dos jacarés, dos índios e da natureza.

PEDRO BANDEIRA

Nasceu em Santos (SP), em 09 de março de 1942. Em 1961, para estudar Ciências Sociais na USP, mudou-se para a capital de São Paulo. Atualmente reside em uma chácara na região de Mata Atlântica próximo a São Paulo.

Cursou os quatro anos do antigo "curso primário" em grupos escolares da prefeitura da cidade. Em seguida, o antigo "ginasial" e o antigo "científico" no Instituto de Educação Canadá, do estado.

Desde muito jovem, ainda em Santos, dedicou-se com entusiasmo ao teatro amador sob os auspícios de Patrícia Galvão, a Pagu, e foi por anos parceiro do grande dramaturgo Plínio Marcos. Ao transferir-se para São Paulo, fez teatro profissional como ator, diretor, cenógrafo e trabalhou com teatro de bonecos até 1967, além de dar aulas de Literatura Brasileira e Portuguesa para o Ensino Médio.

Trabalhou em televisão em 1963 como apresentador de programas dirigidos para a jovens e, de 1969 a 1984, protagonizou dezenas de comerciais para televisão. Desde 1962, porém, sua principal atividade profissional (aquela que lhe permitia a sobrevivência) foi a de jornalista (redator e editor) e em seguida a de publicitário (redator, diretor de criação e diretor de marketing).

A partir de 1972 começou a escrever histórias para crianças, publicadas em revistas e vendidas em bancas de jornal pelas editoras Abril, Saraiva e Rio Gráfica, até que, em 1983, com a publicação de sua primeira história em formato de livro (O dinossauro que fazia au-au, pela Editora Moderna), passou a dedicar-se exclusivamente à criação de livros infantis e juvenis.

Alexandre Rolim - Redação Diário da Serra

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