quarta-feira, 27 de julho de 2011

Bolsa-Artista para iniciantes: Projeto de Lei - SENADO

Jovens talentos das artes poderão receber apoio financeiro do governo em sua formação. É o que propõe o Projeto de Lei do Senado 404/2011, do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que institui o Bolsa-Artista. O objetivo conforme a proposta que será examinada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) é proporcionar o aprimoramento de artistas amadores e profissionais em diversas áreas de atuação, que se encontram em fase inicial de suas carreiras.


Inspirado na Bolsa-Atleta, a Bolsa-Artista pretende ser um mecanismo de apoio e incentivo a artistas iniciantes, “mas com potencial já evidenciado em seus campos de atuação”.

Ao justificar a proposta, Inácio Arruda argumenta que apesar do desenvolvimento de políticas públicas de incentivo e fomento à cultura, principalmente por meio dos mecanismos de renúncia fiscal, os projetos financiados envolvem, na maioria das vezes, artistas consagrados, não oferecendo oportunidades “para os que dão os primeiros passos no mundo das artes”.

“Pretendemos, dessa forma, criar condições para que se desenvolvam talentos em diversas áreas que, muitas vezes identificados na infância ou adolescência, não encontram oportunidade de se desenvolver e se integrar ao cenário artístico e cultural do país”, justifica.

No projeto, o parlamentar estabelece os seguintes requisitos para que o artista possa receber o benefício:
1 – Ter idade mínima de 12 anos na data da apresentação da candidatura;
2 – Estar regularmente matriculado em instituição de ensino pública ou privada se for menor de 18 anos, salvo se já houver concluído o ensino médio.
3 – Não ser beneficiário de nenhuma outra iniciativa governamental que envolva a concessão de benefício financeiro associado à formação e à produção artística, cultural ou esportiva;
4 – Encaminhar, no ato da inscrição, plano anual de formação ou aprimoramento no campo artístico e cultural em que atuar, contendo currículo, detalhamento das atividades a serem realizadas e dos objetivos e metas a alcançar, acompanhado de documentos e imagens considerados relevantes para a compreensão da trajetória.

Seleção – Conforme a proposta, a bolsa será concedida por um período de um ano, dividida em doze parcelas, com despesas por conta do Ministério da Cultura.

As inscrições para a obtenção da Bolsa-Artista ocorrerão anualmente, mediante publicação em edital, conforme prazos, critérios e procedimentos a serem definidos em regulamento. Também será fixado pelo regulamento o valor da bolsa a que terão direito os artistas selecionados.

A seleção dos artistas ficará a cargo de uma comissão que contará com a participação de representantes do governo federal e de entidades vinculadas à comunidade artística nacional.

Conforme o projeto, a Bolsa-Artista será regida pelos seguintes princípios: valorização da diversidade de estilos, gêneros e linguagens artísticas; ênfase no pluralismo de ideias e na preservação da diversidade cultural brasileira; prioridade para o desenvolvimento das habilidades dos artistas, e não para projetos culturais específicos; igualdade de tratamento entre as manifestações culturais eruditas e populares.

Com informações da Agência Senado
http://www.senado.gov.br

Espelho de Kairós: as possibilidades da arte!



O trecho acima é um aperitivo do que os mineiros já viram e os cariocas poderão assistir a partir desta sexta-feira (15/07), no Teatro Cacilda Becker (Rua do Catete 338, Catete. Telefone: 21 2265-9933).

Pela primeira vez no Rio de Janeiro, o espetáculo Kairós, da Cia. Independente de Dança, de Fortaleza, propõe experimentos com a questão da temporalidade a partir da interação entre quatro bailarinas e dois videoartistas.

Sexta-feira e sábado, às 20h
Domingo, às 19h

Para refletir!


"A água se ensina pela sede."

Emily Dickinson

terça-feira, 26 de julho de 2011

Dança em foco: novos programas em 2011

O dança em foco – Festival Internacional de Videodança chega à 6ª edição em São Paulo dedicando boa parte de sua programação às instalações. O público paulista terá a chance de conferir trabalhos de dois importantes artistas: o escocês Billy Cowie e a brasileira Celina Portella.

Serão seis instalações, que ocuparão um espaço de 300m² no Sesc Pinheiros. De Cowie serão mostradas as obras em 3D t’es pas la seule (estreia mundial), Ghosts in the Machine e The Revery Alone. Já Celina participa com Movimento2, Derrube, 365°, Auringa, Ahorita Y Ahora e Movimientos Detenidos.

Outra novidade de 2011 é a parceria do dança em foco com o festival inglês idill – festival eletrônico de videodança, que ganha um programa especial em São Paulo e no Rio de Janeiro em que serão apresentados 14 vídeos premiados em 2009.

E paralelamente a tudo isso continua sendo realizada a já tradicional MIV – Mostra Internacional de Videodança, reunindo 255 vídeos de 31 países este ano, além das conversas e oficinas. O dança em foco acontece de 19 a 31 de julho, no Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme 195. Telefone: 11 3095-9400).

Abaixo, assista à seleção de três vídeos participantes da MIV feita pelos curadores do dança em foco especialmente para o idança:





Mais da metade dos brasileiros acredita que a cor ou raça influencia o trabalho

Mais da metade da população brasileira (63,7%) acredita que cor da pele ou raça exercem efeitos nas relações cotidianas.


A constatação é da pesquisa divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para sete de cada dez entrevistados, o trabalho é o que mais sofre maior esse tipo de influência.

A pesquisa também revelou que 68,3% acham que cor e raça influenciam nas relações com a polícia ou Justiça. Para 65%, também existe essa relação nas relações interpessoais.

Quando perguntadas qual a sua cor ou raça, 29,5% dos entrevistados se autoclassificaram como “morena” (21,7%, com variações “morena clara” e “morena escura” e “negra” (7,8%)), termos que não constam nas categorias do IBGE. Os outros resultados, incluindo apenas classificações do instituto, apontaram os seguintes resultados: branca (49,0%), preta (1,4%), parda (13,6%), amarela (1,5%) e indígena (0,4%).


O levantamento – intitulada como “Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça” - foi feito em 15 mil domicílios de cinco estados (Amazonas, Paraíba, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso) e no Distrito Federal, em 2008.

Funarte anuncia verba de R$100 milhões para projetos culturais

O segundo semestre começou movimentado para a área cultural. Depois da parceria entre o Ministério da Cultura e a Petrobras, anunciada no início de julho, agora foi a vez da Funarte divulgar seus programas de fomento às artes para 2011. Ao todo serão investidos R$ 100 milhões em projetos nas áreas de Teatro, Dança, Circo, Música, Artes Visuais e de integração entre as artes. O anúncio foi feito no último dia 18, no Rio de Janeiro, pelo presidente da Funarte, Antônio Grassi.

Confira a seguir, alguns dos prêmios e iniciativas do Programa:

Prêmio Myriam Muniz
O que é: ação de estímulo à produção teatral
Quando: até o fim de agosto
Investimento: R$ 10 milhões

Mambembão
O que é: projeto de estímulo à circulação de espetáculos

Teatro Dulcina
O que é: reabertura do teatro
Quando: 2 de agosto

Uma flauta mágica
O que é: espetáculo de Peter Brook, que será encenado no Teatro Dulcina
Quando: setembro

Prêmio Klauss Vianna de Dança
O que é: nova edição do prêmio na área da Dança
Investimento: R$ 4,5 milhões

Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo
O que é: nova edição do prêmio na área do Circo
Investimento: R$ 4,5 milhões

Programa Rede Nacional de Artes Visuais
O que é: programa de fomento à reflexão e ao debate sobre as artes visuais
Investimento: R$ 1,9 milhão

19ª Bienal de Música Contemporânea Brasileira
O que é: mais importante mostra de música erudita do país
Quando: outubro

Microprojetos Mais Cultura Rio São Francisco
O que é: prêmios para pequenos produtores
Investimento: R$ 16,2 milhões

Acervo Walter Pinto
O que é: digitalização do acervo e edição de um livro, como parte do projeto Brasil Memória das Artes
Investimento: R$ 1 milhão

Prêmios ProCultura
O que é: resultados do processo seletivo
Quando: agosto
Investimento: R$ 48 milhões

Ocupação de espaços Funarte
O que é: seleção de projetos para ocupação de 19 espaços
Quando: julho

Fonte: Acesso, o blog da democratização cultural

Para refletir!


"Quem não sente a ânsia de ser mais, não chegará a ser nada."

Miguel De Unamuno

segunda-feira, 25 de julho de 2011

"Arara Azul" se destaca na IV Teia Centro-Oeste

Com apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, todos os Pontos de Cultura do Estado com convênios municipal, estadual e federal foram representados no IV Teia e Fórum Regional dos Pontos de Cultura do Centro-Oeste, que aconteceu entre os dias 22 e 24 de julho em Cuiabá, Mato Grosso.

Durante a programação do Fórum, dois pontos de pultura que possuem convênio com o governo de Mato Grosso do Sul apresentaram espetáculos na Mostra Artística escolhidas pela Comissão Nacional de Pontos de Cultura: o espetáculo de dança Arara Azul, do Ponto Expressão pela Vida, de Paranaíba e o show Science SA, do grupo Batuca Surdo, do Ponto de Cultura Abaetê, de Dourados.

Arara Azul conta a história de um bando de aves que dá confiança a um caçador, que logo depois as aprisiona. Elas se rebelam e o prendem na gaiola. O grupo é formado por crianças e jovens e foi produzido especialmente para a IV Teia.

“Queríamos algo bem regionalizado e esta é uma história bem contada aqui no Estado. Após o espetáculo, iremos distribuir panfletos sobre os perigos que sofrem algumas espécies de animais, para poder conscientizar o público”, explica Olinézia Moreira da Silva, do Ponto de Cultura Expressão pela Vida.

A Teia Centro-Oeste é uma iniciativa do Ministério da Cultura e serve como congresso para a discussão e a promoção de políticas para a diversidade cultural da região e dos estados como um todo.

“Os encontros (IV Teia e Fórum dos Pontos de Cultura do Centro-Oeste) acontecem em âmbito regional e nacional. É possível discutir de forma mais ampla a organização dos Pontos de Cultura, sua relação com a sociedade e as políticas publicas para o setor, que se transformam a cada nova conquista. Nele os Pontos estabelecem intercâmbio, trocam idéias e formulam um documento que servirá de diagnostico de como está a cultura do ponto de vista de quem a fomenta”, explica Andréa Freire, representante de Mato Grosso do Sul na Comissão Nacional de Pontos de Cultura.

Os Pontos de Cultura, criados em 2004 pelo programa Cultura Viva, são grupos, coletivos e associações culturais que desenvolvem ações no intuito de preservar memórias e histórias, além de estimular atividades voltadas para a cultura de raiz e fortalecimento das manifestações populares regionais. Recebem uma subvenção do governo federal que permite a manutenção de suas atividades.

Fonte: www.msnoticias.com.br

Ibram escolhe tema da 5ª Primavera dos Museus

“Mulheres, Museus e Memórias” foi definido como novo tema do encontro de museus.


O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) escolheu “Mulheres, Museus e Memórias” como novo tema da 5ª edição da Primavera dos Museus que será realizada entre os dias 19 e 25 de setembro. No evento as Instituições museológicas do país irão desenvolver atividades sobre o tema escolhido para essa nova edição. Esse encontro visa estimular os museus e a comunidade para debater assuntos da atualidade semelhante ao que ocorre na Semana Nacional de Museus.

Os Museus e entidades culturais interessados em participar da edição desse ano devem efetuar a inscrição do dia 12 de julho até o dia 12 de agosto através do site: www.museus.gov.br. As instituições que optarem em participar do evento são responsáveis pelas atividades e também seu desenvolvimento. O Ibram ficou incumbido de divulgar a programação nacional da Primavera no guia virtual disponível no site institucional.

Para participar a instituição deve acessar o site do Ibram e em seguida entrar na página da 5ª Primavera dos Museus fazer a inscrição do museu ou entidade cultural. Logo após a inscrição os participantes precisam especificar qual serão as ações realizadas no decorrer do evento como seminários, exposições, oficinas, espetáculos musicais de teatro e de dança, mesas-redondas, visitas guiadas, exibições de filmes, entre outras. A efetiva participação do museu dá-se apenas com a inscrição de uma ou mais atividades.

Por Rafael Paes de Barros-SEC/MT

Divulgada programação do IV Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense

O IV Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense acontece entre 09 e 13 de agosto, em Alta Floresta.


Na programação, dos nove espetáculos que participarão do Festival, três são grupos mato-grossenses. A companhia Vostraz de Teatro de Várzea Grande apresenta a peça ‘O circo’, que já acumula sete anos de sucesso. O Grupo Faces de Primavera traz ao festival a peça ‘O menino e o céu’ e o espetáculo ‘A Rusga’, será apresentado pela Confraria dos Atores de Cuiabá.

Ao todo foram recebidas 72 inscrições de grupos e companhias teatrais de 16 estados brasileiros e uma de Bogotá, Colômbia. O festival não é competitivo, são apenas apresentações de grupos que mais se destacaram. Para cada um dos grupos é oferecida uma ajuda de custo no valor de R$ 3.000 além de um cachê de RS 1.000. Já para os grupos mato-grossenses a ajuda de custo é de RS 1.500 mil e o cachê é de R$ 1.000.

“O número de inscrições superou as nossas expectativas. Foi um acréscimo de mais de 100% se comparado às inscrições recebidas em 2010. Isso nos alegra muito e mostra que grupos de todo o Brasil querem participar do Festival de Teatro da Amazônia Mato-Grossense, o que nos deixa muito honrados e estimulados para enfrentar os desafios de novas edições,” declara Ronaldo Adriano, membro do TEAF e coordenador do festival.

A escolha dos espetáculos que irão concorrer no festival foi feita pelos próprios integrantes do Teatro Experimental. “Tivemos um difícil desafio. Escolher somente nove significou deixarmos fora espetáculos maravilhosos. Mas como nossos recursos são limitados, infelizmente várias excelentes peças ficaram de fora”, relata Anderson Flores, membro do TEAF.

Para Elenor Cecon Júnior, integrante do TEAF e também coordenador de produção do festival, a realização deste tipo de evento, além de proporcionar o acesso da população a espetáculos teatrais, é mais uma opção que os grupos têm para mostrarem seus trabalhos. “Os grupos precisam destes eventos. São nestas ocasiões que eles veem a possibilidade de circular com suas produções neste Brasil continental” diz.

O Festival

Além das apresentações teatrais o festival terá oficinas de iluminação cênica e teatro como recurso para educação ambiental. Outro evento é a realização da “Tertúlia Teatral”, momento de debates entre os grupos sobre seus processos de produção, estéticas, linguagens.

O IV Festival de Teatro da Amazônia Mato-Grossense é uma realização do Teatro Experimental de Alta Floresta e conta com o patrocínio do Governo Federal, Ministério da Cultura, Banco da Amazônia, Governo do Estado de Mato Grosso, Secretaria de Estado de Cultura e conta com apoio da Prefeitura Municipal de Alta Floresta.

Além dos espetáculos mato-grossenses, outros seis também participam do festival. Confira abaixo os demais espetáculos selecionados para o IV Festival de Teatro da Amazônia Mato-Grossense:

ANA-ME - Teatro das Senhoritas de São Paulo/SP
COISAS DE MENINO BONECO - Cia Clara Teatral de São Paulo/SP
COM MIS PIES EM TU TIERRA - Corporação Teatral El Baul de Bogotá/Colômbia
ESTRANHAS GALINHAS - Grupontapé de Uberlândia/MG
FRANCISCA - Teatro Experimental Sociedade Cultural de Manaus/AM
ROSMANINHOS - Coletivo Uzume Teatro de João Pessoa/PB

Assessoria Teaf

sábado, 23 de julho de 2011

Aberto oficialmente a IV Teia

A IV Teia - Fórum Regional de Pontos de Cultura do Centro Oeste iniciou suas atividade na tarde de ontem, dia 22 de julho, na Galeria de Arte da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso, e reuniu representantes dos pontos de cultura das redes de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.

O objetivo principal é promover o encontro e a capacitação dos gestores culturais da região Centro-Oeste, em busca da promoção de políticas públicas voltadas às atividades desenvolvidas pelos pontos de cultura desta região e do Brasil.

Abrindo o Fórum, foi composto o dispositivo de honra com a presença do secretário adjunto de Estado de Cultura de Mato Grosso, Oscemário Forte Daltro; a assessora de projetos e coordenadora da Rede de Pontos de Cultura de Mato Grosso, Cinthia de Miranda Mattos; coordenadores das Rede de Pontos de Cultura do Distrito Federal e Mato Grosso do Sul e representantes da Comissão Nacional de Pontos de Cultura dos estados participantes.

A Comissão Nacional de Pontos de Cultura conduziu o Fórum com a leitura do Regimento que foi modificado e aprovado pela Plenária, sendo que as atividades continuam no dia 23 com a mesa de contextualização e os grupos de trabalho dos estados do Centro-Oeste, finalizando com a apresentação das propostas na Plenária.

O Ponto de Cultura Ninho do Sol está participando do evento com três representantes: Alexandre Rolim, diretor presidente do Teatro Ogan, Vanderlei César, coordenador administrativo do ponto e Sílvia Schneiders, coordenadora técnica e produtora, que estão auxiliando na coordenação do evento.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Para refletir!


"A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo."

Vladimir Maiakóvski

IV Teia Centro-Oeste

Pontos de Cultura se encontram a partir desta sexta e movimentam o final de semana em Cuiabá


 Apresentações artísticas, reflexões, debates, mesas-redondas, festa, alegria, trocas de experiências, conhecimentos e expressões da diversidade cultural. Esses são os ingredientes básicos da 4ª Teia Centro-Oeste – Fórum Regional dos Pontos de Cultura, que começa hoje (22) e se estende até o próximo domingo (24), no centro histórico da cidade de Cuiabá, capital do Mato Grosso. A capacitação de gestores culturais que atuam na região é um dos objetivos do evento.

A Teia é uma iniciativa que tem o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC). Em todo o Brasil existem, atualmente, cerca de três mil Pontos de Cultura, dos quais 180 se localizam na Região Centro-Oeste.

O evento contará com a participação de representantes do Programa Cultura Viva, do MinC, além de secretários estaduais de Cultura e membros da Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNPdC).

Além das atividades de capacitação e intercâmbio, haverá uma mostra artística e cultural. Os temas que farão parte das discussões dos grupos de trabalho são diversidade cultural, meio ambiente, articulação, juventude, novas tecnologias e vários outros.

As atrações artísticas abrangem danças típicas, como Siriri e Cururu (MT), dança dos Mascarados de Poconé (MT), além de show com o grupo de Maracatu Tomoá (DF), espetáculo cênico "Entre Letras" (GO) e o espetáculo “Arara Azul” (MS).

A IV Teia Centro-Oeste é promovida pela CNPdC, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso e Pontos de Cultura, contando com o apoio das Redes do Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul, além da Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá.

Pontos de Cultura

Os pontos de cultura são grupos, coletivos e associações culturais reconhecidos pelo Ministério da Cultura como agentes de promoção da diversidade cultural brasileira. Criados em 2004 por meio do Programa Cultura Viva, esses pontos recebem uma subvenção do governo federal que permite a manutenção das suas atividades por um período determinado.

(Texto: Marcos Agostinho, Ascom/MinC)
(Fonte: SCC/MinC)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Teia Brasil 2010 - Tambores Digitais repercutem em Fortaleza-CE

4º Teia Centro Oeste divulga Programação

Programação

SEXTA - FEIRA – DIA 22/07

9h às 12h – Credenciamento
Local: Palácio da Instrução
12h – Check-in Rede de Hoteis Mato Grosso
16h às 18h – Início do Fórum e Leitura do Regimento
Local: Galeria da Secretaria de Estado de Cultura
18h – Apresentação Ponto de Cultura Escola de Circo Leite de Pedras - MT
Local: Coreto da praça Alencastro em frente a prefeitura
18h30 - Maracatu Tamnoá - Ponto de Cultura Tamnoá - DF
Local: Saindo do Coreto da praça Alencastro em frente a prefeitura até o palco no Palácio da Instrução.
19h - Show Science SA. Grupo BatucaSurdo - Ponto de Cultura Abaetê - MS
19h30 - Apresentação Hip Hop - Ponto de Cultura Maloca – MT
20h00 - Abertura oficial da Teia com a presença de representante do MinC, Secretarias, CNPdC e outras autoridades;
20h30 – Orquestra Ciranda - Ponto de Cultura Ciranda – MT
21h00 - Cururu e Siriri – Federação de Cururu e Siriri de Mato Grosso
21h30 - Intervenção Teatral - Ponto de Cultura Espaço Vitória
22h00 - Banda Sr. Blan Chu - Pontão de Cultura da República do Cerrado - UFG/ GO
22h30 -Show Monofolhear Estela Ceregatte e Juliane Grisolia - Ponto de Cultura Porto Geral - MT
23h00 – Ponto Museu de Pré-História Casa Dom Aquino

End.: AV. Beira Rio - Jardim Europa
Atrações palco aberto de MT, MS, GO e DF

SÁBADO - 23/07

09h às 12h – Fórum e divisão dos Gt´s;
Local: Galeria da Secretaria de Estado de Cultura
12h - Espetáculo “Entre Letras” – Ponto de Cultura Cidade Livre – GO
Local: Coreto Praça Alencastro
15h ás 18h – Plenária Final
Local: Galeria da Secretaria de Estado de Cultura
18h: Arrastão com o grupo Curusé Asa Branca - MT. Saindo da Galeria da Secretaria de Estado de Cultura para a praça da República
18h30 - Grupo de Percussão, Ciranda e Maracatu Batuque Nauá - MT.
19h - Espetáculo Arara Azul - Ponto de Cultura Expressão pela Vida - MS
19h30 - Maculelê Grupo Aruandê - Ponto de Cultura Arte que Transforma – MT
20h - Anderson Viola - Ponto de Cultura Nobres Vozes - MT
20h30 – Banana com Farinha - Ponto de Cultura Avessa - DF
21h - Dança indígena: Tribo Umutina – MT
21h30 - Mascarados de Poconé - MT
22h – Samba de Raiz com ABLOC – MT
22h30 – Rasqueado Cuiabano com Guapo e Banda – MT
23h00 – Ponto Museu de Pré-História Casa Dom Aquino

End.: Avenida Beira Rio - Jardim Europa
Atrações palco aberto de MT, MS, GO e DF

SEXTA - FEIRA e SÁBADO - DIAS 22 e 23/07

Mostra de Vídeo dos pontos de cultura do Centro Oeste
Local: Auditório biblioteca Estêvão de Mendonça - Palácio da Instrução
Horário: 13h às 22h

SEXTA - FEIRA e SÁBADO - Dias 22 e 23/07

Mostra de produtos dos pontos de Cultura do Centro Oeste
Local: Jardim Chafariz - Palácio da Instrução
horário: 19h às 22h

DOMINGO – 24/07

09h às 11h – Fórum - Fechamento dos Trabalhos
12h - Check-out - Rede de Hotéis Mato Grosso

terça-feira, 19 de julho de 2011

Para refletir!


"Se a solidão te faz refletir
E a reflexão concluir
E a conclusão decidir
Aproveite bem
A solidão."

Susi Monte Serrat

Cuiabá sedia o 4º Teia Centro Oeste

O Encontro

O 4º Teia Centro Oeste - Encontro de Pontos de Cultura em Mato Grosso tem como objetivo de promover trocas e capacitar os gestores culturais da região Centro Oeste do Brasil que atuam em pontos de cultura.


É com esse objetivo que a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura organizou o 4º Teia / Fórum Regional dos Pontos de Cultura do Centro Oeste que tem, como proposta, a aproximação e o intercâmbio entre os quase 250 pontos de cultura da região Centro Oeste do país, sendo que existem cerca de 4.000 pontos em todo o Brasil.

Os pontos de cultura são grupos, coletivos e associações culturais reconhecidos pelo Ministério da Cultura como agentes da promoção da diversidade cultural brasileira. Criados em 2004 através do programa Cultura Viva, esses pontos recebem uma subvenção do governo federal que permite a manutenção das suas atividades por um período determinado.

O Fórum Regional dos Pontos de Cultura do Centro Oeste acontecerá no centro histórico de Cuiabá, em Mato Grosso, entre os dias 22 e 24 de julho de 2011. Na programação são previstas atividades de capacitação, de intercâmbio, de avaliação, de processos e uma mostra artística. Diversidade cultural, articulação, juventude, novas tecnologias e outras temáticas também estarão presentes nos grupos de trabalho.

A realização do 4º Teia - Fórum Regional dos Popntos de Cultura do Centro Oeste do Brasil é uma iniciativa do Ministério da Cultura, com a organização da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura e que tem com anfitriã a Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso com o apoio das Redes do DF, GO, MS e MT, Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá e as instituições Ação Cultural (MT), Invenção Brasileira (DF), Teatro Experimental (MT), Coepi (GO), Espaço Vitoria (MT), Guaicuru (MS), Porto Geral (MT), CUCA Araguaia (MT), Instituto ECCO (MT) e República do Cerrado (GO), além da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/Minc).

sábado, 16 de julho de 2011

Projeto de turismo indígena em Mato Grosso dá seus primeiros passos


Luciana Menolli - de Tangará da Serra

Um rio de águas límpidas, verdes. Uma mata fechada, intocada. Trilhas, esportes radicais, contemplação. Uma aldeia indígena rústica com os representantes da etnia paramentados e apresentando aos visitantes tudo que a cultura oferece, como se voltasse há 300 anos, sem o contato com o homem branco. Este cenário está prestes a se tornar realidade e na terra Paresí, entre os municípios de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis. É o projeto da aldeia virtual turística, que começa a dar seus primeiros passos a 116 Km de Tangará, sendo 100 Km em estrada asfaltada e apenas 16 na terra.

Rony Paresí, Daniel Cabixi e Genílson Kesomae estão à frente do projeto, que terá um estrutura única em termos de Brasil. “Existem outras aldeias com propostas parecidas com esta na Bahia, em Goiás, no Amazonas, mas aqui, mais para o Norte e em nossa região, não. Seremos um modelo que poderá ser desenvolvido até por outras comunidades indígenas futuramente”, salienta Rony Paresí.

Segundo o projeto, a Aldeia Wazarê terá todos os elementos citados acima, com habitações próprias das aldeias de 300 anos atrás, antes da mistura cultural branca. Os indígenas que viverão no local, estarão sempre paramentados e, aos visitantes, servirão de guias, sempre incentivando a preservação ambiental. Será uma aldeia de convivência, onde o turista aprenderá sobre a cultura e poderá participar de danças típicas, dos esportes indígenas, das pinturas e dos rituais, adentrando num universo diferente do vivenciado na área urbana e nas comunidades ditas civilizadas.

“Queremos dar às pessoas a verdadeira percepção do que é a comunidade indígena, visando a questão do rompimento de preconceitos, da preservação ambiental. É um projeto inovador, que visa atender à expectativa turística e cultural da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas, transformando nossa terra em roteiro e criando emprego e renda dentro da própria comunidade. Será uma aldeia autossustentável”, explicou.

Rony também chamou atenção para aqueles que trabalharão na Wazarê, todos com nível médio, superior ou com especialização, atentando para a abertura de visões do mundo em relação ao atendimento que será dado ao turista/visitante do local. A escola da aldeia também terá um papel importante, ensinando os pequenos indígenas na sua língua materna e na portuguesa, bem como chamando a atenção para a cultura Paresí; uma forma de mantê-la viva também nas gerações mais jovens.

Para atender o turista, algumas tecnologias, como banheiro e área para camping constam do projeto. O visitante vai ser recepcionado por um guia, indígena e paramentado – no caso de ser turista estrangeiro, haverá um da própria comunidade para atender, guiar e auxiliar o grupo ou indivíduo -, e terá à disposição trilha ecológica, passeio de barco rústico, apresentação de danças e rituais, modalidades esportivas, pinturas corporais e passarelas para visualizar o Rio Verde e suas belezas, entre outros atrativos.

O sistema de visitação será controlado e limitado e serão feitos pacotes conforme os visitantes, sendo quatro modalidades: comunidade escolar, sociedade da região em geral, pessoas de outros estados e estrangeiros. Rony Paresí salienta que os pacotes têm seu diferencial basicamente nos valores, onde para as escolas públicas o valor cobrado será o menor e para os estrangeiros, o maior.

O projeto está em seu início, porém, até outubro as moradias rústicas devem estar prontas, segundo previsão dos organizadores e idealizadores do projeto, que tem como apoiadores as secretarias municipais de Turismo de Campo Novo e de Tangará e o deputado estadual Wagner Ramos. O custo do projeto é de R$ 30 mil e os benefícios para a comunidade Paresí, incomensuráveis.

Os organizadores têm previsão para que todo o complexo turístico Wazarê esteja pronto até o início de 2012, sendo inaugurado solenemente no dia 19 de abril, data em que se comemora o Dia do Índio no Brasil. O projeto também contempla um site, que está em fase de elaboração, contendo todos os pacotes, passeios, fotos, dados dos moradores da Aldeia Wazarê, histórico da etnia Paresí, bem como central de reservas, que poderão ser feitas via web ou telefone. Outro detalhe, por falar em telefone, é que pela proximidade dos dois municípios, os celulares terão área de cobertura no local, facilitando a comunicação, ou seja, tecnologia unida à preservação cultural e ambiental.

Fonte:24horasnews

Para refletir!


"Não concordo com nada daquilo que tu dizes, mas defenderei até a morte o direito que tens em dizer!"

Voltaire

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Fazendo Arte na Biblioteca Comunitária - Oficina de Máscaras

Criar brincando, uma atividade que auxilia no desenvolvimento, e eles adoram.


Karla Santana, agente cultural da Biblioteca Comunitária

Aconteceu nesta terça e quarta-feira, 12 e 13 de julho, a oficina de máscaras, onde as crianças puderam se divertir criando cada um a sua própria. Com balões, recortes de revistas, cola e tintas, as crianças usaram sua criatividade ao compor sua máscara, surgindo personagens ímpares, vindos direto da imaginação para o mundo real.

O ato de criar algo, é uma terapia para qualquer idade, é a expressão do que se sente e o que se é. Cada máscara ao final da atividade serviu de espelho, refletindo os traços e a personalidade de seus criadores, a calma de uns, a agitação de outros e entre outros sentimentos e emoções que a arte possibilita que seja expressa.


Oficina de máscaras com balões, o resultado final

A parte mais interessante no processo todo é o contato das crianças com a arte de criar em si. Se sujar com os materiais é outro fator que faz toda a diferença, o contato com as cores, as misturas e o surgimentos de novas nuances abre os caminhos da criatividade dos pequenos artistas.

A criatividade está presente em todos nós, principalmente nas crianças que vem o mundo como um lugar de aventuras. Desperte sua criatividade, ouse, crie e divirta-se.

Fonte: Karla Cristina Santana
Fotos: Karla Cristina Santana e Silvia Schneiders

Curiosidade: HISTÓRIA DA MÁSCARA

A palavra máscara, inicialmente de origem italiana, designava uma criação fantástica, feiticeira e era associada a manifestações diabólicas e em torno de um mistério; daí se tenha tornado com o Carnaval um tema de divertimento.

Durante muito tempo, foi exibida entre o oscilar do satírico e do sagrado, do terror e da irrisão, da verdade e da ilusão, da ameaça e da hilariedade.

O uso que dela se fez no Egito, em Atenas e em Roma, definem bem as funções que ela assumiu nas diversas sociedades, no cumprimento de várias tradições com origem cultural e recreativa. A máscara foi utilizada ao longo dos tempos por vários povos e com diversas finalidades, tendo sido utilizada como elemento decorativo, como o que aconteceu com as máscaras africanas de madeira que representavam deusas e gênios e eram colocadas nas cerimônias no Alto Volta, na Guiné. E tiveram também como função representar o rosto dos vencidos, como a crença da transfusão espiritual.

Assumiu uma visão como sinal de guerra, praticada pelos índios, regulamentada numa atividade de um ritual mágico, ou procurando dar ao guerreiro um aspecto desumano e feroz para intimidar o adversário, podendo ainda ter uma função protectora. Normalmente, esta função de protecção era contra o mal e era comum entre os povos, em torno das crenças das forças sobrenaturais, ou seja, a relação com o mundo oculto dos espíritos que através da magia permitia abrir a porta para o outro mundo.

Mas também como resguardo, e neste caso a máscara é utilizada em profissões (a do apicultor) ou por desportos (o esgrimista), assim como pelos guerreiros para se protegerem.

A máscara foi utilizada como acessório de festa, nomeadamente no Oriente em danças e procissões com intenção de se misturar o ritual e o divertimento. Muitas vezes, o dançarino encarnava um ou vários seres representando o tempo da criação.

Surge também como elemento figurativo e isto notadamente no teatro grego, em que as máscaras gregas foram permitidas no palco e envergadas pelos atores que ressuscitavam os homens de outrora pela sua aparência espectral que a máscara confere a tais personagens vivas, desempenhando um papel dos antepassados, permitindo evitar a perigosa incorporação do morto vivo. As máscaras usadas no teatro chamavam-se personna, donde vem a palavra personagem para a figura representada.

Em Veneza, no séc. XVIII, o uso da máscara tornou-se um hábito diário em homens, mulheres e crianças, ocultando o rosto com uma meia máscara que apenas cobria os olhos e o nariz. Foi precisa uma lei, a lei de Doge, para acabar com este hábito, porque a polícia tinha uma certa dificuldade em reconhecer os assassinos que constantemente matavam nas vielas da cidade. Os Venezianos passaram a usá-la durante o Carnaval que durava um mês e nas festas e jantares.

A partir do séc. XIX, a máscara vai ser usada nos palanques das feiras e era vista como disfarce e enfeite, pretendendo desmascarar o homem.

Deste modo, o espírito de Carnaval surge como inversão dos usos sociais e que se começou a festejar em Roma nos dias 17 a 19 de Dezembro, chamadas de Saturnais, em que as pessoas se mascaravam e eram festas de um período de folguedos coletivos. Mas foi ainda na Idade Média que a máscara foi o princípio do Carnaval e com a Quarta –Feira de Cinzas assinalava o retorno à ordem.

As máscaras mais célebres foram as máscaras funerárias egípcias de TOUTANKAMON e a de AGAMÉMNON trazida de Micenas. Mas as máscaras podem ser feitas em muitos materiais, tais como: cortiça, pasta de papel, folha de flandres, folha de alumínio, tecido, latas, caixas de cartão, fitas, materiais recuperados, etc..

Fonte: Blog Pena Jovem

Cine Criança traz "Meu malvado favorito"



Supermalvado, superpai.
Em um alegre bairro do subúrbio, rodeado por cercas brancas com roseiras em flor, existe uma casa negra com um gramado seco. Sem o conhecimento dos vizinhos, escondido no porão desta casa, existe um grande esconderijo secreto. Cercado por um pequeno exército de minions, encontramos Gru (dublado por Steve Carell na versão original e Leandro Hassun), planejando o maior roubo
de todos os tempos. Ele vai roubar a lua (Sim, a lua!).


Gru adora todas as maldades. Armado com seu arsenal de raios encolhedores, raios congelantes e veículos prontos para batalha tanto em terra quanto no ar, ele derrota todos que encontra pela frente. Até o dia em que ele se depara com a imensa determinação de três garotinhas órfãs, que olham para ele e enxergam algo que ninguém jamais viu: um Pai em potencial.


Um filme maravilhosamente engraçado e lindo que mostra que mesmo malvado, Gru se revela um excelente pai para suas pequenas novas amigas orfãs. Aos mesmo tempo que se divertem, as crianças se encantam com essa linda história de amizade e amor fraternal. Este é um filme que deve ser recomendado!


Por Karla Cristina Santana

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Para refletir!


"Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e por estranho que pareça, sou grato a esses professores."

Khalil Gibran

Momento de Brincar - Cantigas de Roda: retrato popular

Não há como detectar o momento em que as cantigas de roda são criadas, já que além de terem autoria anônima, são continuamente modificadas, adaptando-se à realidade do grupo de pessoas que as canta. São também criadas novas cantigas naturalmente em qualquer grupo social.

Como podemos confirmar é de acordo com a sua utilização pelas crianças que a cantiga vai se tornando popular. As cantigas hoje conhecidas no Brasil têm origem européia, mais especificamente de Portugal e Espanha. Não é notável, porém, esta origem, pois as mesmas já se adaptaram tanto ao folclore brasileiro que são o retrato do país.

As cantigas de roda são de extrema importância para a cultura de um local. Através dela dá-se a conhecer costumes, cotidiano das pessoas, festas típicas do local, comidas, brincadeiras, paisagem, flora, fauna, crenças, dentre muitas outras coisas. O folclore de determinado local vai sendo construído aos poucos através não só de cantigas de roda, mas também de histórias populares contadas oralmente, cantigas de ninar, lendas, etc.

“O folclore inclui nos objetos e fórmulas uma quarta dimensão sensível ao seu ambiente.” (Câmara Cascudo)

Fonte: Info Escola

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dois fóruns culturais na noite de hoje

Mandioca para fabricar Bijú e Chicha
Comida e bebida típica que são patrimônios da cultura dos índios Paresí-Haliti


Segue na noite desta quarta-feira, 13, a programação de elaboração do Plano Municipal de Cultura. Excepcionalmente hoje, duas temáticas distintas serão abordadas: “Patrimônio e Memória” e “Artes Plásticas e Visuais”.

Isso ocorre porque na semana passada o Fórum Setorial de Artes Plásticas e Visuais não reuniu um número significativo de artistas. Sendo assim, o Conselho Municipal de Política Cultural decidiu realizar ambos os fóruns em uma única data.

Toda a comunidade camponovense pode participar destas rodas de discussão que ocorrem sempre a partir das19h, no Plenário da Câmara Municipal.

Estes fóruns visam discutir as demandas de cada setor, sendo que o Fórum de Patrimônio e Memória abrange Museu, Sítios Arqueológicos e Culturas Tradicionais como, cultura gauchesca, cultura indígena, cultura italiana, cultura nordestina, cultura matogrossense e cultura negra (capoeira).

Já o Fórum de Artes Plásticas e Visuais abrange pessoas que atuam nas áreas de pintura, desenho, escultura, gravura, fotografia, artes gráficas, grafitagem, instalação, dentre outras.

As discussões de cada Fórum viram diretrizes e ações que ajudarão a organizar e elaborar o Plano Municipal de Cultura de Campo Novo do Parecis para os próximos 10 anos.

O que?
Fórum Setorial de Patrimônio e Memória
Fórum Setorial de Artes Plásticas e Visuais

Quando?
Quarta-feira, 13 de julho de 2011
A partir das 19h

Onde?
Plenário da Câmara Municipal

Quem pode participar?
Artistas envolvidos e comunidade em geral

Um ano sem a Mãe Branca dos Parecis

Marília Pereira
In Memorian
Marília Pereira morreu de câncer de mama em julho de 2010

Hoje, quarta-feira, 13, completa um ano da morte de Marília Pereira, conhecida como Mãe Branca pelos índios da etnia Paresí-Haliti, de Campo Novo do Parecis. Ela era considerada a pessoa não-índia mais próxima à etnia, pois tinha contato direto com as comunidades, as quais tinham por ela imensurável apreço e carinho.

A “Mãe Branca” trabalhou por mais de 15 anos junto aos índios Paresí-Haliti na Terra Indígena Utiariti, que engloba cerca de dez aldeias. Ela era responsável pelo setor de Educação Indígena da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec) e conhecia cada demanda e necessidade daquelas comunidades.

Marília lutou durante anos contra um câncer de mama, que a acometeu no dia 13 de julho de 2010 no Hospital São Francisco, por volta do meio-dia. Na ocasião, a cidade ficou enlutada com o fato, marcado por muita comoção, tanto de índios quanto de não-índios.

Homenagem
Após a morte de Marília Pereira, poucas foram as homenagens prestadas a ela. Sua história de luta e dedicação a educação local, praticamente, caiu no ostracismo e esquecimento.

Uma das poucas, talvez a única, homenagem dedicada a ela foi feita pelo Teatro Ogan, que em janeiro de 2010 recebeu como doação todo o acervo de livros da extinta escola Pequeno Mundo, que era de propriedade da Mãe Branca.

Tais livros, cerca de dois mil títulos de literatura infanto-juvenil, além de oitenta fitas de vídeo, compõem o acervo da Biblioteca Comunitária Ninho do Sol, batizado de “Acervo Mãe Branca”. Um pequeno gesto a esta mulher que, de fato, merece o título de cidadã camponovense.

E nesta semana, a Biblioteca Comunitária desenvolve uma programação especial para marcar essa data tão especial para a história de Campo Novo do Parecis.


Fica aqui a homenagem do Teatro Ogan e de todos os colaboradores do Ponto de Cultura Ninho do Sol e Biblioteca Comunitária.


Momento de Brincar - Cantigas de Roda: brincadeiras anônimas

Segunda de uma série de postagens sobre as brincadeiras de roda que fazem parte da infância e do folclore brasileiro.

De acordo com Cascudo (1988), autor que se destaca pelo seu brilhante estudo e grande empenho a respeito do assunto, as cantigas de roda tem um caráter constante, “(…) apesar de serem cantadas uma dentro das outras e com as mais curiosas deformações das letras, pela própria inconsciência com que são proferidas pelas bocas infantis.”

Elas são transmitidas oralmente abandonadas em cada geração e reerguidas pela outra “numa sucessão ininterrupta de movimento e de canto quase independente da decisão pessoal ou do arbítrio administrativo.”

Em alguns casos, algum objeto cria vida, ou fala-se de amor que para as crianças é representado principalmente pelo casamento, já que o exemplo mais próximo delas é o dos pais. Há ainda as que retratam alguma história engraçada, divertida para as crianças.

Contudo, não podemos deixar de destacar as cantigas que falam de violência ou de medo. Apesar de esse ser um tema da realidade da criança, em algumas cantigas ele parece ser um estímulo à violência ou ao medo. Atualmente algumas canções vêm sendo alteradas por pessoas mais preocupadas com a influência das músicas na mente infantil.

Fonte: Info Escola



Canção folclórica infantil, com o Grupo Palavra Cantada.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Vem aí o Festival Estudantil da Canção

FESCANÇÃO reunirá estudantes de todas as escolas de Campo Novo do Parecis


Uma iniciativa inédita do Teatro Ogan, através do Ponto de Cultura Ninho do Sol, deverá beneficiar centenas de estudantes de Campo Novo do Parecis que gostam de cantar músicas nacionais: MPB, Sertanejo, Pop Rock. O Festival Estudantil da Canção (FESCANÇÃO) inicia logo após o retorno das férias na maioria das escolas camponovenses.

Esta será a primeira edição do festival, que pretende reunir, segundo os organizadores, todas as escolas municipais, estaduais, particulares e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) – Campus Parecis. Serão duas categorias: uma para alunos com até 12 anos e outra para maiores de 13 anos.

Cada escola, com o apoio do Ninho do Sol, realizará uma eliminatória e classificará três candidatos em cada categoria. Ao fim das eliminatórias nas instituições de ensino, o Ponto de Cultura realizará, em local a ser definido, a Grande Final, premiando os vencedores com o troféu “Seriema” e com R$ 2 mil em dinheiro.

De acordo com Vanderlei Guollo, diretor do Centro Cultural, que também apóia essa ideia, o objetivo é oportunizar a formação humana através da música, influenciando os estudantes ao gosto musical e ao artista nacional, tão deixado em segundo plano com a ascensão de cantores estrangeiros.

Os interessados devem procurar a direção ou secretaria de suas respectivas escolas para fazer as inscrições. A Grande Final do FESCANÇÃO acontece entre os dias 02 e 04 de setembro de 2011.

Momento de Brincar - Cantigas de Roda: o que são?

Primeira de uma série de postagens sobre as brincadeiras de roda que fazem parte da infância e do folclore brasileiro.

Cantigas de Roda são um tipo de canção popular, que está diretamente relacionada com a brincadeira de roda. A prática é comum em todo o Brasil e faz parte do folclore brasileiro. Consiste em formar um grupo com várias crianças, dar as mãos e cantar uma música com características próprias, como melodia e ritmo equivalentes à cultura local, letras de fácil compreensão, temas referentes à realidade da criança ou ao seu universo imaginário e geralmente com coreografias.

Elas também podem ser chamadas de cirandas, e têm caráter folclórico. Esta prática, hoje em dia não tão presente na realidade infantil como antigamente devido às tecnologias existentes, é geralmente usada para entretenimento de crianças de todas as idades em locais como colégios, creches, parques, etc.

Há algumas características que elas têm em comum, como por exemplo a letra. Além de ser uma letra simples de memorizar, é recheada de rimas, repetições e trocadilhos, o que faz da música uma brincadeira. Muitas vezes fala da vida dos animais, usando episódios fictícios, que comparam a realidade humana com a realidade daquela espécie, fazendo com que a atenção da criança fique presa à história contada pela música, o que estimula sua imaginação e memória. São os casos das músicas “A barata diz que tem”, “Peixe vivo” e “Sapo Jururu”.

Fonte: Info Escola



Canção folclórica infantil, numa versão com toque de berimbau, do Grupo Palavra Cantada.

Para refletir!


"As vezes você tem que esquecer o que você quer, para começar a entender o que você merece."

Autoria desconhecida

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Stand up em Cuiabá com Christian Pior


Evandro Santo, mais conhecido pelo seu personagem Christian Pior, apresentado em programas de rádio e TV apresenta seu “Espia Só”.

Boas gargalhadas à vista. Dia sete de agosto apresenta-se em Cuiabá o humorista Evandro Santo, mais conhecido pelo seu personagem Christian Pior, apresentado nos programas Pânico do rádio e na TV.

Evandro, ou Christian, como também é chamado, tem se apresentado por todo o Brasil com seu show stand up comedy “Espia só”. Em Cuiabá será apresentado no Centro de Eventos do Pantanal, às 19h00.

De Santo ele só tem o sobrenome. O humorista não poupa nada e nem ninguém em suas tiradas ácidas sobre situações que o aborrecem no cotidiano. Apesar de ter montado seu espetáculo no formato stand up, Santo se diz avesso a regras e quebra todas. Do texto à movimentação de cena, o humorista afirma que não fica parado no centro do palco, dando bola para o canhão de luz.

O próprio Evandro Santo define seu show como diferente e engraçado. "Espia Só diz respeito a um monte de coisas que penso, acho, imagino e questiono. É um espetáculo que não quer ser bacana, nem chic, nem político, nem sofisticado. Quer ser humor e só", afirmou.

Como humorista, Evandro já criou diversos personagens para apresentações em shows e teatros, dentre eles está a Super Janeyde, uma brega Queen; o Pedro Sonho de Valsa, um apaixonado visceral cyber brega; Tião Zeca, o esotérico perturbado; Percival, o terapeuta sexual e, o de maior sucesso, Christian Pior, um estilista deslumbrado e alpinista social.

Porém, é bom avisar ao público que Christian Pior não estará no palco. O personagem gay e superafetado só tem vez na televisão. Para Santo, o que aproxima os dois é o humor desmedido e verdadeiro, que também é apresentado no stand up Espia Só.

De acordo com o produtor Paulo Souza, da Companhia de Humor, 2009 foi um ano marcado por grandes apresentações de show de humor que contribuiu para levar os jovens ao teatro. “Temos trazido um espetáculo por mês para Cuiabá e isso tem ajudado a despertar no cuiabano o gosto pelos shows de humor”, garantiu.

Maiores informações 065 3623-0000

Mato Grosso no 15º Congresso Brasileiro de Folclore em São Paulo


Mestres do folclore, pesquisadores e representantes da cultura popular de todos os cantos do país estarão reunidos entre os dias 11 e 15 de julho, em São José dos Campos (SP), para transmitirem o seu saber para “consumidores” ávidos por este aprendizado. Trata-se do XV Congresso Brasileiro de Folclore, que tem como tema “História e Folclore: caminhos que se entrecruzam”.

Paralelamente às atividades do Congresso, o Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC/MinC) realiza, entre os dias 11 e 13, reunião extraordinária do Colegiado Setorial de Culturas Populares. O congresso tem como objetivo promover o reconhecimento e a valorização da diversidade cultural brasileira. Para isso conta com abordagens transdisciplinares visando a atualização, diversificação e entrecruzamento de estudos e pesquisas, que investigam as peculiaridades das culturas populares e tradicionais.

Para representar as principais manifestações da cultura popular do Estado de Mato Grosso, o Siriri e o Cururu, a Secretaria de Estado de Cultura indicou a participação da presidente da Federação Matogrossense de Cururu e Siriri, Terezinha Quilombola e representando a coordenação de Patrimônio Histórico da SEC, Maria José.

Na manhã do dia 12, após a conferência magna do Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC), acontece a mesa redonda “Políticas públicas para o patrimônio imaterial brasileiro”. Durante a ocasião, as representantes de Mato Grosso irão apresentar o processo de desenvolvimento do Cururu e do Siriri, abordando desde os ensaios no fundo dos quintais, a transmissão da cultura, que é passada de uma geração para outra. Segundo Terezinha Quilombola, a participação neste congresso é de suma importância para difusão e valorização da cultura mato-grossense a nível do Brasil.

De acordo com a Comissão Nacional do Folclore, o XV congresso Brasileiro de Folclore espera favorecer, nesses caminhos e conhecimentos em especial sobre temas como religiosidade, políticas públicas, patrimônio imaterial, gastronomia tradicional, folclore e turismo, festas e folguedos populares, música, medicina e literatura tradicional, estabelecendo ainda diálogos sobre estes saberes como pratica educacional.
O evento é patrocinado pelo Governo do Estado de São Paulo e tem apoio do IPHAN/MinC. A programação completa está disponível no site do Congresso.
Siriri

domingo, 10 de julho de 2011

Improviso


Eu não quero a paz de um amor pacato
E nem a sanidade de um amor tranqüilo.
Eu quero é perder o juízo
Para fazer poesia que profane a rima
Que come as palavras degustando o sentido

Eu não quero a certeza de uma vida segura
E nem a comodidade de um trabalho fixo
Eu quero o despenhadeiro onde posso voar
Ver que o mundo é pequeno quando se permite sonhar

Eu não quero ser um reflexo no espelho
E nem um exemplo a ser seguido
Quero ter a liberdade como ousadia
E viver no limite da insanidade

Porque exemplo é para quem não tem atitude
Espelho é para ser quebrado sem mostrar o real
Comodidade é para alimentar a preguiça
Segurança é para quem tem medo
E amor... Para que serve o amor?
Para o improviso da vida?!

Gisláide Sena

IV Teia Centro Oeste e IV Fórum Regional dos Pontos de Cultura acontecerão em Cuiabá


Cuiabá se prepara para sediar a IV Teia e o IV Fórum Regional dos Pontos de Cultura do Centro Oeste, que acontecerá entre os dias 22 e 24 de julho, no Centro Histórico da capital mato-grossense. A Teia, promovida pela Comissão Nacional dos Pontos de Cultura juntamente com a Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso, tem o objetivo de promover o encontro e a capacitação dos gestores culturais da região do Centro Oeste.

Os pontos de cultura são grupos, coletivos e associações culturais que desenvolvem ações no intuito de preservar memórias e histórias, além de estimular atividades voltadas para a cultura de raiz e para o fortalecimento das manifestações populares dentro dos territórios de origem. Reconhecidos pelo Ministério da Cultura como agentes da promoção da diversidade cultural brasileira, os pontos de cultura foram criados em 2004 através do programa Cultura Viva e recebem uma subvenção do governo federal que permite a manutenção das suas atividades por um período determinado.

Atualmente no Brasil existe cerca de 3500 pontos de cultura, dos quais aproximadamente 180 estão localizados na região Centro Oeste do país. De acordo com o secretário de Estado de Cultural, João Antônio Cuiabano Malheiros, a programação pretende contemplar a diversidade da cultura na região do Centro Oeste e para isso conta com atividades de capacitação, de intercâmbio, de avaliação de processos e uma mostra artística. Diversidade cultural, articulação, juventude, meio ambiente, novas tecnologias e outras temáticas também estarão presentes nas rodas de conversa e nos grupos de trabalho (GTs).

Para a Mostra Cultural são previstas apresentações musicais, de dança, teatro, mostra de vídeos, além de uma feira de produtos produzidos pelos Pontos de Cultura. Dentre as atrações estão apresentação das danças típicas como Siriri e Cururu (MT), dança dos Mascarados de Poconé (MT), show com o grupo de maracatu Tomoá (DF), espetáculo cênico “Entre Letras” (GO), espetáculo “Arara azul” (MS), entre outras atrações.

A Teia Centro-Oeste é uma iniciativa do Ministério da Cultura, através da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC), com a organização da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura e tem como anfitriã a Secretaria de Estado de Cultura e os Pontos de Mato Grosso com apoio das Redes do Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul. Além da Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá.

Fonte:www.olhardireto.com.br

Leia para seu filho



Essa brincadeira gostosa, que estreita os laços familiares, também ajuda no desenvolvimento pedagógico e psicológico da criança e deve ser encarada com seriedade

"Era uma vez” é o começo de uma história que pode fazer toda a diferença no desenvolvimento infantil. Quando papai e mamãe – professores e até irmãos mais velhos – se sentam com os pequenos para ler um livro ou contar uma historinha, mais do que um mundo encantado de fantasia, eles estão descortinando uma verdadeira experiência de aprendizado. Para completar, essa aula ainda pode ser transformada em momento de intimidade e amor familiar que, muitas vezes, se perde em meio ao caos do dia a dia. Mas, como toda brincadeira de criança, a “contação” é coisa séria.

Ao lado de bonecas e carrinhos, ela funciona como um mediador da relação entre a meninada, os adultos e o mundo. E, apesar da sua importância pedagógica e psicológica, deve ser mantida sempre no campo da arte, e não no do exame, como é comum acontecer na escola. A atividade deve ser lúdica e divertida, sem imposições, cobranças, tarefas ou castigos. “Tudo o que é feito com e para as crianças precisa ser envolvente e realizado com afeto”, diz Christine Fontelles, responsável pelo Programa Ler é Preciso, do Instituto Ecofuturo. Não há motivos, então, para ser diferente com as histórias.

Contar e ler um relato deve ser algo prazeroso. É por meio dessas atividades, e do contato com o imaginário e com a ficção, que meninos e meninas descobrem e expressam sentimentos que não conheciam ou ainda não eram capazes de compreender. “Devido ao próprio estágio de desenvolvimento, as crianças não possuem muitos recursos para administrar esse lado emocional”, conta a psiquiatra Marisol Montero Sendin, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Como a linguagem verbal ainda é incipiente, a forma natural de expressão são a imagem, o jogo e o faz de conta. “Na falta de outras possibilidades, a dificuldade de lidar com as emoções se manifestará por meio da agressividade, problemas de aprendizado, de sono ou alimentares”, diz Marisol. Enquanto os personagens enfrentam coisas estranhas, a garotada tem contato com o medo, o ciúme e o luto. Em um diálogo interno, adquirem conceitos e vivenciam experiências valiosas. Cada conto que a criança conta contribui para a construção de um autorretrato para o qual ela pode olhar, pensar e mudar.

O famoso “senta que lá vem história” não tem momento certo ou idade mínima para começar. A paulistana Laura Volponi Medeiros, de 2 anos e meio, já era uma ouvinte atenta mesmo antes de nascer. “Quando estava grávida de Laura, minha mulher se sentava na cadeira e, enquanto namorava a barriga, lia um monte de livros”, conta o pai da menina, o vendedor Wellington Medeiros, de 32 anos. Hoje, mesmo sem ter sido alfabetizada, a menina adora “ler”. Nos semáforos, sempre que possível pede para Medeiros pegar jornais gratuitos e propagandas e os folheia do alto de sua cadeirinha de segurança.

Como uma esponja, a criança tende a absorver tudo que os adultos ao seu redor fazem. É assim que ela aprende, por imitação e repetição. Portanto, se os pais lêem, as chances de os filhos se tornarem leitores é enorme. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, uma associação sem fins lucrativos cuja missão é fomentar a leitura e a difusão de livros, revela que um em cada três leitores brasileiros se lembra de ter visto a mãe lendo alguma coisa. O levantamento mostra também que 49% do público adulto considerado leitor, ou seja, que leu pelo menos um livro nos últimos três meses, se refere à figura materna como a pessoa que mais o incentivou. Entre garotos e garotas, esse número sobe para 73%. Mas os pais também têm um papel de destaque nesse cenário. Afinal, 30% dos leitores os consideram como maiores responsáveis por incutir neles o prazer de conjugar o verbo ler.

Por falar em verbos, não importa se se trata de ler ou de contar histórias, ambos desenvolvem a criatividade, a imaginação e o raciocínio lógico da meninada. Estudos indicam, inclusive, que a leitura em voz alta na primeira infância melhora o desempenho escolar. Permitir que os pequenos inventem novos finais deixa a brincadeira ainda mais estimulante. “Aqui no Brasil, onde os livros infantis são muito caros, vale recortar figuras de jornal e revista, fazer colagens, pintar com o dedo e criar sua própria obra”, sugere Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O mais importante é a interação: ao desenhar, modelar ou recontar uma história, a criança põe para fora fatos do seu próprio mundo.

Para os pequeninos, comprar livros de plástico, que possam ser usados até no banho, ou mesmo mordidos, é uma boa sugestão. Os de pano, laváveis à máquina, também são interessantes. “Os livros têm que ser de posse”, explica Maria Ângela. “Deve-se ensinar à criança que é preciso tomar cuidado com eles, que não se pode rasgá-los, mas sem impor nenhum tipo de obstáculo a seu acesso”, explica. Quando ela estiver cansada e dispersa, por exemplo, é possível contar uma história em capítulos, como nas novelas. Assim, no dia seguinte, continuará curiosa e disposta a ouvir um pouco mais.

Outra estratégia é guardar os livros junto com os brinquedos. Na casa da Laura, nossa futura leitora, os livros estão todos ao seu alcance. “Ela mesma escolhe e pega a história que quer ouvir”, diz Wellington Medeiros. A literatura também pode colaborar no tratamento de traumas, doenças e dificuldades psicoemocionais. No final das contas, isso ajuda a melhorar a imunidade e até a cicatrização. Ler ou ouvir histórias traz benefícios ao corpo e à mente infantis.

Fonte: Blog Sem Categoria

Para refletir!



"Há momentos na vida que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la."

Clarice Lispector

Rui Prado - Cidadão Camponovense

Décima terceira de uma série de postagens onde se enfatizam os aspectos históricos e sociais de pessoas que, pelo seu relevante serviço prestado ao município de Campo Novo do Parecis, receberam o Título de Cidadão Camponovense.


RUI CARLOS OTTONI PRADO - Biografia

Nasceu em Campo Grande/MS no dia 29.04.1963, filho de Ruy Garcia Prado, cirurgião dentista e pecuarista, e de D. Maria Nair Ottoni Prado, professora e escritora. Casado com Cátia Boenig Boger Prado tem três filhos: Gabriela Boger Prado, Thiago Boger Prado e Pedro Henrique Boger Prado.

Formado em medicina veterinária em 1985 pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Presidente por dois mandatos no Centro Acadêmico de Medicina Veterinária. Reside desde 1986 em Campo Novo do Parecis, onde é produtor rural, cultivando soja, milho, girassol, pipoca e engorda de bovinos no sistema de integração agricultura/pecuária.

- Foi membro da Comissão Pró-Fundação do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, criada em 08/07/1997, eleito presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis na gestão de 18/12/1997 a 18/12/2000 e reeleito presidente na gestão de 19/12/2000 a 18/12/2003;
- Eleito 1º suplente da diretoria da FAMATO na gestão de 18/06/2001 a 17/06/2004;
- Eleito 1º Vice-Presidente da FAMATO, na gestão de 16/06/2004 a 16/06/2007;
- Reeleito 1º Vice-Presidente da FAMATO na gestão de 17/06/2007 a 16/06/2010;
- Um dos produtores rurais fundadores da APROSOJA – Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso atuando como o primeiro diretor financeiro dessa Associação. Presidiu a APROSOJA no período de 24/08/2005 a 09/09/2007. Presidiu a APROSOJA Brasil no período de 26/02/2007 a 17/03/2010;
- Presidente da FAMATO – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso desde 29/10/2007;
- membro titular do Conselho Deliberativo do SEBRAE/MT;
- Presidente do IMEA – Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária;
- Presidente do Instituto Ação Verde;
- Presidente da Câmara Setorial da Soja do Ministério da Agricultura em Brasília;
- Presidente do Fundo Emergencial de Saúde Animal – FESA/MT.

Quando presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, instalou na sede do Sindicato Rural a sala modelo do Agronegócio, que posteriormente deu origem ao Centro de Comercialização de Grãos – Centrogrãos instalado na FAMATO. Promoveu a construção do Parque de Exposições do município de Campo Novo do Parecis e organizou cinco feiras agropecuárias no Município.

Participação em movimentos reivindicatórios na defesa do produtor rural: Caminhonaço 1997; Tratoraço 2005; Grito do Ipiranga 2006; Renegociação de Dívida Rural 2008; Marcha a Brasnorte/MT – Acorda Brasil a Amazônia é Nossa – 2008; Código Floretal 2010. Fez várias viagens internacionais representando o segmento rural junto com o Governador do Estado de Mato Grosso: Rússia, Índia, EUA, União Européia, Argentina, China e Dinamarca.

Presidindo a FAMATO desde 2007, entidade representativa com maior poder de mobilização no Estado de Mato Grosso, que é destaque no agronegócio nacional e internacional, Rui Prado tem atuado com maestria na defesa dos direitos e dos interesses da classe produtora rural, tendo como ideal a produção sustentável, o que também garante à sociedade em geral mais qualidade de vida. Essa atuação tem reflexos diretos em Campo Novo do Parecis, município cuja economia é alicerçada na agricultura.

Longos anos de trabalho como representante da classe produtora fizeram de Rui Prado uma referência no Estado de Mato Grosso e um cidadão ilustre para todos os camponovenses, em nome dos quais a Câmara Municipal ora lhe presta reconhecimento com a outorga do Título de Cidadão Honorário Camponovense.

sábado, 9 de julho de 2011

A importância da leitura


Como incentivar seu filho a ler – e a ter amor pelos livros

Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. “Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores”, diz Márcia Tim, professora de literatura do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo (SP).

A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras.

Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos seus filhos. Parece exagero? Nos Estados Unidos, por exemplo, a Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children’s Reading Foundation) garante que, para a criança de 0 a 5 anos, cada ano ouvindo historinhas e folheando livros equivale a 50 mil dólares a mais na sua futura renda.

Fonte: Educar para Crescer

Para refletir!


"O homem vai para o conhecimento como vai para a guerra: bem desperto, com medo, com respeito e com uma segurança absoluta. Ir para o conhecimento ou para a guerra, de qualquer outra maneira é um erro, e quem o cometer pode não viver para se arrepender."

Carlos Castañeda

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Colonização: Primeiros Tempos

O Museu Histórico do Parecis está apresentando, desde o dia 28 de junho, a Exposição Histórica “Colonização: Primeiros Tempos”, aberta ao público até o dia 14 de julho.


Casa da Memória, local que abriga o Museu Histórico do Parecis

O intuito da exposição é fazer um retrospecto do município de Campo Novo do Parecis desde seus primórdios, quando começou ser a desbravado, ainda povoado de Diamantino, até sua emancipação político-administrativa.

O Museu está aberto à visitação nas segundas e quartas-feiras, nos períodos matutinos e vespertinos e nas terças e quintas-feiras nos períodos matutinos e noturnos. Escolas interessadas em agendar visitas podem fazê-la através do telefone (65) 9957-0172, falando com Clarice.

O Museu Histórico do Parecis está localizado na rua São Paulo, n° 372 - NE, Centro, ao lado do INDEA.

Sobre a Exposição Histórica:

O Museu Histórico do Parecis apresenta exposição retratando os primórdios da colonização de Campo Novo do Parecis.

Do encontro entre desbravadores e índios se originou o povoado de Diamantino, e nesta região o desbravador Marechal Cândido Rondon passou no início do século XX, abrindo o cerrado com as linhas telegráficas.

A região ficou esquecida até o ano de 1974 quando apareceram os primeiros colonizadores sulistas. Cada pioneiro convidou outros familiares para morar aqui cedendo parte de suas terras. Em 1975 havia 08 famílias de agricultores e a região era conhecida como Sucuruína II.

O povoado se formou no início da década de 1980. Os títulos definitivos de terras só foram entregues em 1983. A partir de então, devido ao aumento da população, começa-se o loteamento do povoado. Em 1987, com o aumento populacional e econômico do povoado e a distância da sede do município de Diamantino, foi criada a subprefeitura.

Os objetos que compõem a Exposição Histórica “Colonização: Primeiros Tempos” retratam esse processo e as muitas dificuldades encontradas: as distâncias (as estradas eram poucas e ruins), a adaptação das famílias ao lugar, a comunicação, o lazer, a educação, a saúde e a falta de recursos financeiros, motivos que levaram alguns a desistir.

Todos que permaneceram iniciaram, em 1987, o movimento pela emancipação que culminou na criação do município de Campo Novo do Parecis, através da Lei N° 5.315, de 04/07/1988.

Angelita Nirvane Hoppen Ratz Mafalda
Maria das Graças de Souza Fay
Sandra Josefina Paim Teixeira

Setorial de Artes Plásticas e Visuais acontece hoje


"Caju", óleo sobre tela de Eliane Paz

O Conselho Municipal de Política Cultural convida a comunidade camponovense para o Fórum Setorial de Artes Plásticas e Visuais que acontece hoje, sexta-feira, 08 de julho, às 19h, no Plenário da Câmara de Vereadores.

Este é o Fórum para se discutir as demandas do setor de artes plásticas e visuais: pintura, desenho, escultura, gravura, fotografia, artes gráficas, grafitagem, instalação, dentre outras.

As discussões ajudarão a organizar o Plano Municipal de Cultura para os próximos 10 anos.

Participe!